Archive for dezembro, 2010

Mil e um pesadelos: Internacional é eliminado do Mundial de Clubes

Nem mil e um pesadelos, na terra das mil e uma noites, poderiam prever uma tragédia assim. Acabou. Triste assim, frio assim, duro assim: acabou. Acabou cedo, na precocidade do primeiro jogo, no fiasco da estreia. Acabou quando deveria ter começado. O time gaúcho sangra o vermelho de sua camisa diante de uma eliminação histórica, diante da certeza que nenhuma lenda árabe poderá recriar. O Inter não será bicampeão do mundo em 2010. O Mazembe, com vitória de 2 a 0 nesta quarta-feira, no estádio Mohammed bin Zayed, em Abu Dhabi, garantiu classificação para a final do Mundial de Clubes da Fifa.

A tragédia está mais na arquibancada do que no campo. Milhares de colorados cruzaram o mundo para ver o Inter campeão nos Emirados Árabes. Acabaram agredidos por um dos maiores desastres dos mais de cem anos de vida do clube gaúcho. No dia em que a torcida fez história, o time pagou mico. Nem mil e um pesadelos poderiam prever.

– Quando tivemos oportunidade de fazer o gol, infelizmente não conseguimos. E eles marcaram em um belo chute na primeira chance. Ficamos muito chateados. Sabemos que decepcionamos muitas pessoas – resumiu Bolívar.

Os dois gols do Mazembe saíram no segundo tempo, com Kabangu e Kaluyituka. Talvez não tenha sido exatamente justo, mas o Inter pouco fez para merecer sorte melhor – o Inter do campo, claro, porque o Inter da arquibancada fez seu papel. Com a vitória, o surpreendente time da República Democrática do Congo duelará com o Inter de Milão ou o Seongnam Ilhwa, da Coreia do Sul, na decisão.

Melhor, mas não o bastante

Faltou D’Alessandro atordoar os adversários com dribles e lançamentos. Faltou Kleber ter aquela precisão de sempre. Faltou Bolívar encontrar o posicionamento que ameniza a lentidão. Faltou muita coisa para o Inter no primeiro tempo do empate por 0 a 0 com o Mazembe. Um tanto pelo nervosismo decorrente da estreia, outro tanto pela dificuldade imposta por um adversário longe de ser bobo, o time colorado não conseguiu ter encaixe nos 45 minutos iniciais. Os primeiros passos vermelhos no Mundial de Clubes foram titubeantes.

O Inter começou melhor. Deu pinta de que iria fazer um gol logo, logo. Rafael Sobis, com um minuto de jogo, já mandou chute por cima. Wilson Matias cabeceou com perigo pouco depois. D’Alessandro arriscou para fora. Rafael Sobis insistiu em cobrança de falta, também para fora. E ele mesmo teve a melhor chance, em tabelamento com Alecsandro, mas Kidiaba defendeu.

Os primeiros dez minutos foram promissores. O problema é que o rendimento vermelho, a partir daí, foi caindo gradativamente. Cabeceio de Índio na segunda trave quase virou gol. Testada de Tinga também foi ameaçada. Mas o Mazembe, conforme o tempo passava, mais confiança ganhava. Jamais houve pressão, até porque os africanos fogem daquela imagem de um time meramente veloz e forte. Houve organização.

Os adversários colorados ameaçaram duas vezes. Em ambas, entraram em velocidade pela ponta esquerda, sem acompanhamento de Bolívar. Renan precisou intervir.

Roth armou o Inter no esquema 4-5-1, com Rafael Sobis no meio. É um esquema que dá solidez defensiva, mas empobrece o ataque. Os colorados, é bem verdade, mais atacaram do que foram atacados no primeiro tempo. Mas é pouco.

Segundo tempo: um golpe no início, outro no fim

O mundo parou aos sete minutos do segundo tempo para cada colorado – para os 11 em campo, para os milhares nas arquibancadas, para os milhões espalhados pelo mundo. Cada camisa vermelha, estivesse onde estivesse, ficou congelada quando Kabangu recebeu aquela bola, olhou para o gol de Renan, viu um espaço aberto à direita, mandou a bola lá, encontrou a lateral da rede, soltou o grito de gol. Não podia ser verdade. Enquanto o goleiro Kidiaba pulava no chão em sua comemoração, batia um sentimento coletivo de que simplesmente não podia ser verdade.

Roth percebeu que tinha que agir. Tirou Tinga e Alecsandro, colocou Giuliano e Leandro Damião. Surgiram chances. Sobis mandou uma pancada, e Kidiaba pegou; Giuliano entrou na área, cara a cara com o goleiro, e Kidiaba salvou mais uma. Incrível.

Os ponteiros do relógio martelavam desespero na alma colorada. Onde estava D’Alessandro? Onde Kleber tinha ido parar? Onde tinha se escondido a explosão de um time que trabalhou quatro meses seguidos só pensando no Mundial? Perguntas, perguntas e mais perguntas. Faltavam as respostas. Faltava o gol para uma torcida que, em estado de choque, até tentava continuar cantando.

Mas viria o silêncio. Viria o golpe final. Viria o gol de Kaluyituka aos 40 minutos. Nem mil e um pesadelos poderiam prever que o Inter seria eliminado do Mundial de Clubes já na estreia.

Fonte: Globo Esporte

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dezembro 15, 2010 at 10:54 am Deixe um comentário

Reforços, dispensas e renovações: reunião segunda define 2011 tricolor

Negociações já estão em curso, sondagens têm sido feitas, mas a partir da próxima segunda-feira que o Fluminense vai mesmo intensificar suas ações no mercado da bola. Para o início da próxima semana está marcada uma reunião entre Muricy Ramalho, o presidente do patrocinador, Celso Barros, e o vice de futebol, Alcides Antunes, para a discussão de nomes. De qualquer forma, prioridades já foram definidas e possibilidades já estão na mesa.

Enquanto aproveita a semana para festejar o título do Brasileirão, conquistado no último domingo, em festas distintas (patrocinador, CBF, Fred, Deco…), o clube tem trabalhado, principalmente através do patrocinador, com alguns nomes. Diego Cavalieri, goleiro do Cesena (ITA), e Rodolfo, zagueiro do Lokomotiv (RUS), por exemplo, já receberam contatos prévios, demonstraram interesse em defender o clube na Libertadores e buscam a liberação de seus clubes.

Este já não será um empecilho para Richarlyson. Com possibilidade de atuar tanto como lateral-esquerdo quanto como volante, posições que Muricy busca alternativas para fortalecer o elenco, o ex-jogador do São Paulo está livre, e as conversas estão em andamento. A concorrência é interna, mas a boa relação com o treinador e a possibilidade de disputar a Libertadores devem pesar a favor do Tricolor das Laranjeiras.

Outro nome de conhecimento público que agrada comissão técnica e patrocinador é o de Thiago Neves. Figura emblemática da campanha do vice da Libertadores em 2008, ele deseja passar um período no Brasil por conta do nascimento de sua primeira filha, há poucos meses, e o Flu tem a prioridade para um retorno, conquistada ainda em agosto, quando o Flamengo demonstrou interesse em sua contratação. Neste fim de ano, no entanto, ainda não houve um contato mais incisivo, o que deve acontecer mais próximo do réveillon. O meia busca acordo com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, para que possa passar ao menos uma temporada em gramados brasileiros.

Se uns certamente vão chegar, outros podem sair. Oficialmente, somente Leandro Euzébio e Mariano têm propostas. A Seleção Brasileira e a Libertadores devem ser suficientes para segurar o lateral-direito, que ainda é jovem (24 anos). Entretanto, dificilmente seu destino após a competição continental não será a Europa. O caso do defensor já é mais preocupante. Perto dos 30 anos, Euzébio tem excelente proposta do futebol japonês e está balançado.

O Flu busca também alternativas para o ataque e a lateral-direita. A tendência é que não cheguem nomes de impacto, mas, sim, opções para eventuais problemas com Mariano, Emerson e Fred. Adriano, destaque da campanha que levou o Bahia de volta à Serie A, tem retorno garantido. Sua força no mercado, por outro lado, poder fazer com que vire moeda de troca.

Do elenco atual, a maioria dos jogadores vai permanecer. Não são os casos, entretanto, de Equi Gonzalez e Cássio, que têm contratos encerrados. Dos goleiros, apenas o jovem Kléver e Ricardo Berna devem emplacar o 2011 no clube. Sem espaço, principalmente com a iminente chegada de alguém para posição, Rafael e Fernando Henrique muito provavelmente vão seguir outro rumo, mesmo com contratos em vigor. Principalmente o ex-vascaíno. O desejo inicial é buscar acordos, até mesmo para enxugar a folha salarial.

No quesito renovação, a ampliação do vínculo de Conca é questão de tempo. Clube e jogador aparam as últimas arestas, como período do vínculo – três ou cinco anos-, mas o acordo tem tudo para ser anunciado em breve. Assim com Washington, que realiza os exames de rotina no coração na próxima semana, em Curitiba, única pendência para que seja exercida a cláusula de extensão automática por mais um ano. Por fim, Ricardo Berna, que terminou 2010 como titular da meta tricolor, também continuará nas Laranjeiras. A tendência, porém, é que seu novo contrato seja definido com a nova diretoria, que será empossada no dia 20.

Fonte: Globo Esporte

dezembro 9, 2010 at 12:44 pm Deixe um comentário

Atletas para a história: 22 colorados partem para conquista do planeta

Oscar, 19 anos, típico magrelo veloz, parte aos dribles para cima de Índio, 35, dez títulos pelo clube, figura quase mitológica dos anos dourados do Inter. Na dividida, a bola sobra com Bolívar, o capitão chamado de general. De um lado, passa voando Nei, careca espevitado, o lateral operário, que não gosta de aparecer, não quer chamar a atenção. Quase careca, mas com um corte moicano dividindo a cabeça, quem recebe é Guiñazu, um dos jogadores mais malucos da história do Inter, figura imune à dor, sujeito alheio ao cansaço. Na frente dele, estão as tranças de Tinga, colorado desde o ventre da mãe dele, D’Alessandro, já nascido com uma camisa 10, Rafael Sobis, atacante que se alimenta de finais. Wilson Matias orientará o passe, Kleber fará o cruzamento, Alecsandro completará para o gol, Renan baterá palmas do outro lado. São 22 personagens, 11 delas titulares, que partem ao meio-dia desta quarta-feira rumo a Abu Dhabi. A missão é transformar o Inter em um clube bicampeão do mundo.

Destinos tão diferentes, trajetórias tão opostas, currículos tão distintos: 22 homens separados por muita coisa e unidos pelo desejo de mandar no mundo do futebol. O Inter vai para o Mundial com Pato Abbondanzieri, 38 anos, dono de mais títulos do que muito clube grande jamais sonhará ter. E também com Eduardo Sasha, 18, recém-saído do berço futebolístico. Com um elenco experiente (Bolívar, Guiñazu, Tinga, Alecsandro), campeão (Abbondanzieri, Índio, Kleber, D’Alessandro, Rafael Sobis) e munido de ares de renovação (Oscar e Leandro Damião), o Colorado dá sinais de que pode encarar de frente quem quer que seja – mesmo que seja um xará, que seja italiano, que tenha Sneijder, Eto’o e Milito. Mas também há problemas.

São os desfalques. O primeiro foi Ilan, ainda antes da definição da lista final. O segundo foi Glaydson, na segunda-feira, com lesão muscular. O terceiro foi Rodrigo, por problemas legais, com inscrição negada pela Fifa. Deixou de ser o elenco que Celso Roth queria. Pior: a disputa do Mundial deve ser com os 22 jogadores que viajam nesta quarta, já que a presença de Sorondo, escolhido para substituir Rodrigo, não deve se confirmar. O regulamento não prevê trocas por questões burocráticas.

Com ou sem desfalques, Celso Roth comandará no Mundial um grupo que mistura atletas muito identificados com o clube com outros que tentam firmar uma trajetória mais sólida com a camisa vermelha. Confira, jogador por jogador, quem é quem no Mundial de Clubes.

Fonte: Globo Esporte

dezembro 8, 2010 at 1:08 pm Deixe um comentário

Sou tricolor de coração, sou do clube tantas vezes campeão…

Fluminense vence e solta o grito de campeão brasileiro após 26 anos

Vinte e seis anos, seis meses e oito dias. Esse foi o tempo em que o grito eufórico e emocionado do título brasileiro ficou engasgado na garganta de cada um dos milhões de tricolores espalhados por todo o Brasil. Mas neste domingo, 5 de dezembro de 2010, Conca, Mariano, Fred, Washington  & Cia., comandados por Muricy Ramalho e sob a estrela do mais novo herói, Emerson, o Sheik, autor do gol da vitória por 1 a 0 sobre o Guarani, decretaram, num Engenhão espremido por mais de 40 mil torcedores, que as cores que agora mandam no futebol brasileiro são o verde, o grená e branco.

A festa do pó de arroz está de volta. A torcida grita, com toda força, que o Fluminense é tricampeão brasileiro, lembrando a Taça de Prata conquistada em 1970. Para a CBF, ao menos por enquanto, é bicampeão. Mais importante, no entanto, é que ficou com o troféu quem mais a mereceu.

A história do “time de guerreiros”, como chama sempre a torcida em coro, é digna de uma crônica do saudoso jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, um dos mais tradicionais tricolores. Um ano depois da arrancada espetacular que livrou o clube do rebaixamento, a equipe de Muricy ficou 23 rodadas na liderança. Ninguém esteve mais na frente no Brasileirão 2010. Junto com o Cruzeiro – que bateu o Palmeiras  por 2 a 1 -, foi a equipe com mais vitórias (19). A última, neste domingo, começou com passe de cabeça de Washington – que entrou no segundo tempo e está há 15 partidas sem marcar – para o Sheik Emerson tocar de canhota por baixo das pernas do zagueiro Ailson e do goleiro xará, aos 16 minutos, entrar para a história do clube e fazer o hino de Lamartine Babo tocar sem parar.

Melhor ainda do que tudo isso, o Fluminense mostrou, aliado ao conjunto, um dos melhores jogadores da competição. O baixinho argentino Conca escreve seu nome na história tricolor ao lado de ídolos como o paraguaio Romerito – autor do gol do último Brasileiro conquistado pelo clube -, além de Rivelino, Assis, Branco, Valdo, Tim e tantas outras feras.

Camisa 11 com pinta de 10, comandou a equipe com o toque de classe dos grandes craques, além da onipresença incomparável – sim, ele atuou em todas as 38 partidas. Fora de campo, os méritos vão todos para o competente técnico Muricy Ramalho. Tricampeão brasileiro pelo São Paulo, ele conquista agora o tetra pelo Fluminense e se aproxima do maior vencedor da competição, Vanderlei Luxemburgo, hoje no Flamengo.

Fonte: Globo Esporte

dezembro 6, 2010 at 10:03 am Deixe um comentário

Vamos todos cantar de coração, a Cruz de Malta…

Os autores Sérgio Almeida e Bruno Mazzeo, com o filho João

 

O autor Sérgio Almeida em entrevista à ESPN

 

O autor Bruno Mazzeo em entrevista à ESPN

 

Autógrafos

 

Carlos Germano, Bruno Mazzeo, Ramon, Dedé, Sérgio Almeida e Fernando Prass

 

Jogadores e autores!

Bruno Mazzeo, Roberto Dinamite e Sérgio Almeida

 

A torcida na fila e ainda assim “bem feliz”!!!

dezembro 2, 2010 at 1:58 pm Deixe um comentário

Loucos por ti Corinthians!!!!

Autor Ivan Lacerda e o presidente do Timão Andrés Navarro Sanchez

 

O autor Ivan Lacerda e o eterno craque Basílio

 

Equipe do Site Loucos por Ti sendo entrevista pela TV Corinthians

 

Musa da Gaviões da Fiel

 

Luís Paulo Rosenberg, diretor do Marketing do Corinthians, sendo entrevistado pela Rede TV!

 

Musa da Gaviões sendo entrevistada pela Rede TV

 

O autor Ivan Lacerda em entrevista à Rede TV!

Dr. Osmar Oliveira em entrevista à Rede TV!

 

Autógrafos

 

Autógrafos

 

Torcedores, ou melhor, sentidores!

 

Sentidores....

 

dezembro 2, 2010 at 1:38 pm 1 comentário


Olá, você está no blog do Paixão entre linhas, um projeto da Editora Leitura que une literatura e futebol e vai surpreender os torcedores dos principais clubes do país.

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