Posts tagged ‘Carlos Eduardo Mansur’

Novos lançamentos do selo “Paixão entre Linhas” agitam as livrarias. Qual vai lotar mais?

Nesta semana tivemos os primeiros lançamentos dos novos livros da coleção “Paixão entre Linhas”. Os dois primeiros lançamentos aconteceram no Rio de Janeiro. Na segunda, a cidade maravilhosa recebeu na Saraiva do Shopping Rio Sul os convidados para os lançamentos dos novos livros sobre o Botafogo, “O Glorioso”, de Roberto Porto, “O Time do Meu Coração – Botafogo”, de José Antônio Gerheim,  e “Uma Estrela solitária que conduz”, de Eduardo de Ávila. O evento contou com a presença de alguns jogadores do Fogão, além e dirigentes e torcedores do clube da Estrela Solitária.

Na noite de terça foi a vez da maior torcida do Brasil ser presenteada com os novos livros sobre o Flamengo. “Meu Maior Prazer: Histórias de uma paixão” e “O Time do Meu Coração – Flamengo”, escritos por Carlos Eduardo Mansur e Luciano Ribeiro, e “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”, de Eduardo de Ávila, são os livros que s torcedores rubro-negros esgotaram em pouco mais de 2 horas. Jogadores e dirigentes do Mengão estiveram presentes na festa, que ainda contou com os campeões mundiais de 1981, Leandro e Adílio.

Nesta quarta, dia 25, acontece o lançamento dos livros “Nascido para Vencer”, de Luís Augusto Símon e Marcelo Prado, “O Time do Meu Coração – São Paulo”, de Thiago Braga e “Dentre os Grandes, és o primeiro”, de Eduardo de Ávila. O evento vai começar às 19 horas na Saraiva Megastore do Shopping Morumbi, na zona sul de São Paulo. Prestigiem.

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novembro 25, 2009 at 5:53 pm Deixe um comentário

Flamengo: uma nação em vermelho e preto

Os mais de 30 milhões de torcedores do Flamengo espalhados por todo o país formam uma verdadeira nação. Uma nação nada homogênea, assim como o Brasil, composta por pessoas de todos os gêneros, raças, classes sociais, idades. Enfim, não há restrições a quem quiser torcer pelo rubro-negro.

Em Meu Maior Prazer, os jornalistas Carlos Eduardo Mansur e Luciano Ribeiro mostram as mais diversas facetas dessa paixão, que formam, “o mais perfeito extrato da sociedade brasileira”. Na obra, portanto, trazem entrevistas com flamenguistas de diferentes origens e histórias, além, é claro, de ídolos do passado e dos tempos atuais, como Zico, Zagallo, Andrade, Renato Gaúcho, Petkovic, Adriano e muitos outros.

Na entrevista abaixo, Carlos Eduardo Mansur e Luciano Ribeiro falam um pouco sobre o que significa torcer para o Flamengo, suas principais memórias e surpresas do processo de elaboração do livro. Aproveite e confira como será a capa de Meu Maior Prazer, em breve nas livrarias.

O que faz do Flamengo um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor rubro-negro deve ter orgulho de seu clube?

Acima de tudo, o que faz o Flamengo diferente é sua torcida. Não apenas pelo tamanho, por ser a maior do país, mas pelo envolvimento com o clube. A torcida ajudou a construir o perfil de um clube que desperta paixões extremadas, e acima de tudo o perfil de um clube que, como nenhum outro, é uma expressão fiel da sociedade brasileira e carioca. É impossível falar em Rio de Janeiro sem falar em Flamengo, é impossível falar em futebol brasileiro sem falar no Flamengo. Além disso, tem uma composição única entre os clubes brasileiros: é maioria em todas as classes sociais da sociedade carioca, dos mais abastados aos mais pobres. Além disso, é o único clube verdadeiramente nacional, com a maior parte de sua torcida situada fora do Rio de Janeiro. Além disso, somando-se as torcidas dos outros três grandes clubes cariocas, o número não alcança o de torcedores do Flamengo.

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Flamengo.

A paixão por um clube está profundamente ligada à vida e à identidade de cada brasileiro. Sendo assim, cada torcedor vive de forma particular o amor por um clube. E se este clube é o Flamengo, dono da maior torcida do país, dono de um universo de seguidores com perfis tão distintos, quase um extrato da sociedade brasileira, é natural que cada torcedor, seja pelo local onde vive, seja pela geração a que pertence, seja pelas experiências pessoais de vida que teve, encontre razões para eleger um jogo ou um momento da vida do clube. Claro que a vitória sobre o Liverpool, por 3 a 0, que deu ao Flamengo o título mundial de 1981, representa o ápice da história rubro-negra e o momento de apogeu da geração comandada por Zico. Mas certamente quem viveu a década de 40 irá lembrar para sempre o gol de Valido, no tricampeonato de 44; quem estava no Maracanã nos anos 50 irá recordar a soberba atuação de Dida no tri de 55; há os que até hoje fecham os olhos e veem a cabeçada de Rondinelli em 1978, na conquista que inaugurou a sequência de títulos do Flamengo de Zico; assim como os mais novos dificilmente deixarão de lembrar o gol de falta de Petkovic no tri de 2001. Enfim, o Flamengo pertence à torcida, a uma torcida heterogênea como o Brasil.

Quais os maiores ídolos da história do clube?

Em alguns clubes, esta pergunta gera discussões. No Flamengo, não. Impossível falar em Flamengo sem falar em Zico, destacadamente o maior ídolo. Mais do que isso, um verdadeiro símbolo do clube, um sinônimo de Flamengo. No entanto, pode-se dizer que uma das razões do impressionante fenômeno de popularidade que o clube representa resulta do fato de ter tido, ao longo de toda a sua história, boa parte dos principais ídolos do futebol brasileiro. Entre os anos 30 e 40, teve Leônidas da Silva e Domingos da Guia, depois surgiu Zizinho que, para algumas gerações, foi melhor do que Pelé. Mais tarde viriam Evaristo, Zagallo e Dida, nos anos 50. No início dos anos 70 começa a surgir a geração Zico que, no fim da década e ao longo dos anos 80, protagoniza a maior sequência de conquistas da história do Flamengo, com jogadores como Leandro, Andrade, Adílio e Júnior. Ainda nesta década, o brilham com a camisa rubro-negra nomes como Bebeto, Renato Gaúcho. Em 1995 o clube contrata Romário e, em 2001, ganha um tricampeonato com jogadores do porte de Edílson, Gamarra e Petkovic.

No processo de elaboração dos livros, houve alguma informação sobre o clube que os surpreendeu?

Deparamos com várias, especialmente durante as entrevistas para a elaboração do livro-memória “Meu maior prazer”. Por exemplo, na entrevista com o radialista e ex-técnico do Flamengo Washington Rodrigues, descobrimos que uma crise entre Romário e a torcida foi resolvida, minutos antes de um jogo, com uma ida do atacante a um bar nas imediações do Maracanã onde torcedores se concentravam. Convenhamos, é algo inimaginável. Nos surpreendeu a forma emocionada como Zagallo, um homem que ganhou quatro Copas do Mundo, falou sobre a conquista do tricampeonato de 2001 pelo Flamengo. Ele chorou e não conseguiu falar. A trajetória de vida de jogadores como Ronaldo Angelim é algo que chama a atenção, também. Outro momento revelador foi a conversa com Petkovic. Certamente, a torcida sequer imagina que o herói do tri de 2001 quase não jogou, pensou em não entrar em campo por causa de problemas salariais no clube. Outra surpresa foi o episódio revelado por Renato Gaúcho sobre a intimidade do time campeão brasileiro de 1987, formado quase que totalmente por estrelas. Numa conversa com o técnico Carlinhos, ele disse claramente que se recusava a cumprir a determinação do treinador de ajudar na marcação aos laterais adversários. Para encerrar a discussão, coube a Zico, a estrela maior, dizer que ele próprio se prontificava a fazer tal marcação. Nas entrevistas com os campeões mundiais de 1981, histórias incríveis sobre os bastidores do melhor time que o Flamengo já teve vieram à tona. Acima de tudo, nos chamou atenção como o Flamengo marcou profundamente a vida de todos estes personagens.

Qual o episódio mais curioso da história do Flamengo?

Numa análise bem ampla, o que mais impressionou foi ver como o Flamengo, desde os seus primeiros dias até hoje, num mundo em que o mercado do futebol mobiliza milhões, sempre conviveu com a crise financeira, com recursos aparentemente escassos. E nunca deixou de vencer, de crescer. No início não tinha campo para treinar. Mais tarde, campeões dos anos 50 nos revelaram que havia atrasos salariais. Atualmente, tais problemas tornaram-se recorrentes. Enfim, a força do clube nunca permitiu que o Flamengo se tornasse menor.

Para terminar, o que acham da dobradinha entre futebol e literatura?

Um futebol tão rico dentro de campo como o brasileiro, merece ter uma produção literária à altura, produzindo memória, registros desta história para futuras gerações. E este é o grande mérito da iniciativa da Editora Leitura.

novembro 4, 2009 at 1:42 pm 2 comentários


Olá, você está no blog do Paixão entre linhas, um projeto da Editora Leitura que une literatura e futebol e vai surpreender os torcedores dos principais clubes do país.

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