Posts tagged ‘futebol’

5ª rodada do Brasileirão é dos Paulistas

E não é que o Palmeiras se manteve invencível no jogo em Carandaí/SP, neste domingo? Foram cinco gols contra o Avaí, que ficou sem marcar.  Totalizando, o Verdão soma 15 gols marcados nesta temporada e nenhum sofrido. O jogador Luan, que estava sendo muito criticado, marcou dois e finalmente colocou seu nome  na boca da calorosa torcida. Em um jogo confiante, o Palmeiras fez bonito e foi para o 2º lugar do campeonato.

Mas não foi só o Palmeiras que brilhou nos campos dessa rodada. O pessoal do Tricolor Paulista, que estava em Fortaleza/CE com sete desfalques por problemas físicos e oito jogadores vindos das categorias de base, mostrou sua fibra. Com um placar de 2 a 0, o SPFC ganhou do Ceará, que também ficou sem marcar, e se manteve no topo da tabela do campeonato.

Neste domingo, o Corinthians chegou em 3º lugar, fazendo do G4 – pelo menos até agora, a casa dos Times Paulistas. E como não podemos deixar de falar o Santos, disputa nesta quarta a grande final da Taça Libertadores da América! Para ser o grande campeão o Santos precisa apenas de uma vitória simples.

Fonte: Globo Esporte

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junho 21, 2011 at 4:44 pm Deixe um comentário

Vasco: Jogos inesquecíveis para cruzmaltinos apaixonados

“Meu Jogo Inesquecível – Jogos imortalizados por vascaínos apaixonados” é o livro-memória do Vasco na coleção de estreia do selo Paixão entre Linhas, da Editora Leitura. Na obra, organizada pela jornalista Patrícia Gregorio, estão reunidos depoimentos emocionantes de torcedores sobre partidas memoráveis do clube de São Januário.

De fãs ilustres, como Paulinho da Viola e Sérgio Cabral, a anônimos, o que une esses torcedores é a paixão pelo Vasco. Entre os confrontos destacados, há desde a vitória contra o poderoso inglês Arsenal em um amistoso em 1949 até o jogo em que Romário marcou seu milésimo gol, passando pelos títulos nacionais, alguns estaduais, a conquista da Libertadores, além da inesquecível virada sobre o Palmeiras na Copa Mercosul de 2000.

Confira abaixo entrevista com Patrícia Gregorio, organizadora da obra. E veja também como será a capa aberta do livro.

O que faz do Vasco um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor da equipe cruzmaltina deve ter orgulho de seu clube?

Com todo respeito aos outros clubes do Brasil, o Vasco é o que tem a mais bela história entre os clubes do país. É um clube que venceu preconceitos (O Vasco foi o primeiro clube a colocar em campo uma equipe formada por brancos e negros, como conta Mário Filho em “O Negro no Futebol Brasileiro”).

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Vasco.

O primeiro a que eu assisti: Vasco 1×1 Botafogo, em 19/2/1995. O time não era dos melhores, mas foi um dos melhores dias da minha vida. Aliás, esse é o mote do livro: vascaínos falando de seus jogos inesquecíveis.

Quais os maiores ídolos da história do clube?

Dos que eu vi jogar: Roberto Dinamite, Carlos Germano e Juninho Pernambucano.

No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

Sobre o clube, não. Mas, me surpreendeu um pouco as loucuras que as pessoas fazem pelo Vasco. Digo um pouco, porque eu também já fiz algumas loucuras pelo Vasco.

Qual o episódio mais curioso da história do Vasco?

Não diria curioso, mas o mais emblemático para mim: a construção do nosso estádio. Os torcedores se uniram para comprar o material e para construir o Estádio Vasco da Gama (mais conhecido como São Januário), inaugurado em 1927 e que durante alguns anos foi o maior do Brasil.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

É uma dobradinha de sucesso garantido. Há alguns anos não era muito fácil encontrar livros sobre futebol, mas acho que os autores e as editoras se renderam ao esporte mais popular do país e que tem grande influência na vida das pessoas.

outubro 15, 2009 at 5:30 pm 2 comentários

Cruzeiro: Rei de Copas

Em um tipo de competição específica, mais do que em outras, o Cruzeiro é o terror dos seus adversários. Nas copas, disputadas predominantemente em mata-matas, o clube celeste conquistou boa parte de seus títulos mais importantes e emocionantes, escrevendo “páginas heroicas imortais” de sua história.

O jornalista Alexandre Simões reuniu as histórias das 11 maiores Copas conquistadas pelo Cruzeiro ao longo de sua trajetória na obra “Rei de Copas”, livro-memória do time de Belo Horizonte na coleção do selo Paixão entre Linhas.

Os bastidores e detalhes das conquistas são contados pelos principais protagonistas das mesmas. Assim, há desde Tostão, que fala sobre a Taça Brasil de 1966, os Palhinhas, que narram os triunfos nas Libertadores de 1976 e 1997, até Alex, o craque da vitória na Copa do Brasil de 2003.

Nesta entrevista, o autor de “Rei de Copas” fala sobre a origem italiana do Cruzeiro, as mudanças no período da 2ª Guerra Mundial, os jogos e títulos mais emocionantes do clube e suas surpresas na elaboração do livro.

E confira abaixo a capa aberta do livro “Rei de Copas”. Vá ao nosso Flickr e veja a capa ampliada.

O que faz do Cruzeiro um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor da Raposa deve ter orgulho de seu clube?

O Cruzeiro tem história. Seus rivais têm tradição. O Palestra Itália nasceu como um clube restrito à colônia italiana de Belo Horizonte. E permaneceu assim entre 1921 e 1925. Os italianos que vieram para Belo Horizonte eram pessoas simples, operários que trabalharam na construção da cidade. A aristocracia era americana e atleticana. América e Atlético já nasceram grandes e durante as suas trajetórias receberam inúmeras ajudas governamentais. O Cruzeiro se fez sozinho e o final da história é a eleição de maior clube brasileiro do século 20 pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS).

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Cruzeiro.

Entre os que não vi foram os 6 a 2 sobre o Santos, de Pelé, no Mineirão, na decisão da Taça Brasil de 1966, quando o Cruzeiro quebrou a hegemonia santista na competição. Entre aqueles que presenciei foram os 3 a 0 sobre o River Plate, da Argentina, na partida de volta da final da Supercopa de 1991. Aliás, no Rei de Copas tem um relato emocionante e impressionante do Adilson sobre este jogo.

Quais os maiores ídolos da história do clube?

No período de Palestra Itália foi sem dúvida Niginho. No Independência, Rossi, que inclusive era o ídolo dos garotos Dirceu Lopes e Tostão, que abrem a lista do Mineirão, que conta ainda com Raul, Palhinha, Nelinho, Joãozinho, Ronaldo, Dida, Sorín, Alex e mais um monte de gente

No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

O Rei de Copas é voltado exclusivamente para a história das 11 maiores Copas conquistadas pelo Cruzeiro. Mas como citei acima, o Adilson, hoje técnico do time, garantiu que quando saiu o terceiro gol sobre o River Plate, na final da Supercopa de 1991, o gramado do Mineirão tremeu com a vibração da torcida. Anos depois, trabalhando no Japão, ele sentiu sensação parecida em terremotos.

Qual o episódio mais curioso da história do Cruzeiro?

Em 31 de agosto de 1942, um decreto federal exigiu a extinção de símbolos das nações inimigas do Brasil, entre elas a Itália. O presidente da época, Ennes Cyro Pony, marcou uma assembléia para a escolha dos novos nomes e uniformes do Palestra Itália, mas decretou que até lá o time se chamaria Ypiranga, numa homenagem à Independência do Brasil. Os conselheiros preferiram a sugestão de Oswaldo Pinto Coelho, que sugeriu Cruzeiro Esporte Clube e o azul e o branco, por causa do Cruzeiro do Sul, constelação símbolo da pátria. Após a escolha, Pony renunciou e a mudança só aconteceu, oficialmente, em 1943, quando a Federação Mineira de Futebol (FMF) aprovou o novo estatuto do clube.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

O futebol é a maior manifestação cultural do Brasil. E tem uma história muito rica, desconhecida da maioria absoluta da população pela falta de tradição do país na literatura esportiva. Toda e qualquer iniciativa de se levar ao torcedor conhecimento sobre clubes, ídolos, competições, tem de ser elogiada, pois neste resgate da memória estamos reconhecendo e homenageando aqueles que ajudaram a transformar o futebol numa das principais indústrias do mundo, algo que só foi possível justamente pela paixão que o esporte exerce sobre as pessoas.

outubro 13, 2009 at 6:21 pm Deixe um comentário

São Paulo: a moeda que não parou de cair em pé

Até os anos 1940, torcedores diziam que na disputa do Campeonato Paulista, entre Palmeiras e Corinthians, se jogasse uma moeda para o alto e desse cara, ganharia um, e se desse coroa, ganharia o outro. Para o São Paulo ganhar, a moeda teria que cair em pé.

Em 1943, a moeda caiu em pé e não parou mais. Daí pra frente, o São Paulo conquistou praticamente tudo o que disputou. Hoje é o único clube brasileiro a ter três Libertadores e três Mundiais, as duas competições mais importantes para equipes brasileiras.

Toda essa história de rápida ascensão e infinitas glórias está retratada na obra “Nascido para Vencer”, livro-memória do São Paulo no selo Paixão entre Linhas, da Editora Leitura.

O livro é de autoria de Luis Augusto Simon e Marcelo Prado. Simon, ou Menon, como é chamado, é jornalista e está atualmente no projeto de criação da Revista da ESPN Brasil.  Acumula passagens pelas redações do Agora São Paulo, Diário Popular (hoje Diário de S.Paulo), A Gazeta Esportiva e Diário Lance! Já cobriu três Copas do Mundo e escreve também sobre Política.

Marcelo Prado também é jornalista, atualmente no Globoesporte.com, e já passou por Diário Popular, Folha Online, Agora São Paulo. Escreve constantemente em sites relacionados ao clube do Morumbi.

Leia entrevista com os dois e, abaixo, confira a capa aberta do livro “Nascido para Vencer” (No Flickr é possível ampliá-la, acesse pelo barra lateral).

O que faz do São Paulo um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Tricolor deve ter orgulho de seu clube?

O São Paulo é o mais novo entre todos os grandes do Brasil. E é o mais vitorioso, com títulos nacionais e internacionais. Também é o clube com maior patrimônio.

Cite um jogo inesquecível na trajetória do São Paulo.

Finais do Mundial Interclubes, contra Barcelona (92), Milan (93) e Liverpool (2005).

Quais os maiores ídolos da história do clube?

Rogério Ceni, Raí, Pedro Rocha, Roberto Dias, Lugano…

No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

Sim, a excelência do time na década de 40. Uma verdadeira máquina, com contratações ousadas como as de Leônidas, Sastre e Negri.

Qual o episódio mais curioso da história do São Paulo?

Até 1940, os títulos paulistas eram divididos entre Corinthians e Palmeiras. Diziam que bastava jogar uma moeda para o alto. Se desse cara, ganharia um. Se desse coroa, ganharia outro. Para o São Paulo ganhar, a moeda teria de cair em pé. Depois do primeiro título em 43, a torcida comemorou com carros alegóricos, com uma moeda em pé.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

Acho essencial para se entender o país. E tentar explicar esse cara muito louco, chamado brasileiro.

outubro 8, 2009 at 6:32 pm Deixe um comentário

Fluminense: aqui surgiu o futebol brasileiro

Torcedor fanático do Fluminense, Heitor D’Alincourt já organizou até campanha para ajudar um ídolo do Tricolor. Na ocasião, o atacante Washington, que formou dupla com Assis no famoso casal 20, que muitas alegrias deu ao clube nos anos 80.

Foi um dos diretores do filme “Saudações Tricolores” e idealizou há alguns anos o lançamento de camisas réplicas das usadas pelos ídolos das décadas de 60 e 70.

Com tamanha paixão pelo time das Laranjeiras, Heitor D’Alincourt foi convidado pela Editora Leitura para organizar o livro-memória do Flu no selo Paixão entre Linhas. Nesta entrevista, ele conta por que o clube que hoje passa por um momento difícil teve papel fundamental na construção do futebol brasileiro.

O que faz do Fluminense um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor tricolor deve ter orgulho de seu clube?

O Fluminense não é diferente, ele é único. Fomos os pioneiros em tudo: implementamos o futebol no Brasil, fizemos o primeiro gol oficial, inventamos o primeiro torcedor, demos a primeira volta olímpica, erguemos a primeira taça, fomos o  primeiro campeão, fundamos a CBD (antiga CBF), construímos o primeiro estádio do Brasil, implementamos o profissionalismo…Enfim, todos os clubes do País surgiram do Fluminense. Se forem realizar um mapa genético do futebol brasileiro, com certeza, encontrarão no DNA de cada Clube o gene do Fluminense.

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Fluminense.

Com certeza o Fla 2 x 3 Flu  de 1995, que teve o famoso gol de barriga do Renato Gaúcho. Neste jogo, além do título, conquistamos um troféu que os flamenguistas jamais terão na vida: o do centenário deles!

Quais os maiores ídolos da história do clube?

Ao contrário dos outros times que geralmente cultuam apenas um determinado ídolo, nós tricolores somos politeístas, temos varais referencias na nossa história tais como: Castilho, Telê, Didi, Romeu, TIM,  Rivellino, Assis, Edinho, Branco, Ricardo Gomes, Renato Gaúcho, Carlos Alberto Torres entre outros.

No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

Sim, ao entrevistar pessoas e pesquisar fatos, pude perceber que a mitologia tricolor é muito mais instigante do que eu pensava.

Qual o episódio mais curioso da história do Fluminense?

A criação do escudo do Fluminense. Na verdade, é um grande mistério, até hoje jamais desvendado.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

Sensacional.  É a possibilidade de perpetuarmos para as futuras gerações de torcedores/leitores toda uma tradição oral.

outubro 2, 2009 at 7:43 pm 1 comentário

Palmeiras: da conduta palestrina, o sonho olímpico que ultrapassa gerações

A série de entrevistas com os autores dos livros do selo Paixão entre Linhas mostra hoje o atual líder do Brasileirão: o Palmeiras.

Na coleção da Editora Leitura, quem escreve sobre o Verdão é Fernando Razzo Galuppo, um maiores dos historiadores do clube. Nascido em família palestrina, Galuppo tem o Palmeiras no DNA.

Nesta entrevista ele fala sobre as glórias do Palmeiras não só no futebol, mas como também em diversas outras modalidades, das dificuldades decorrentes da Segunda Guerra Mundial, quando o clube teve que mudar de nome, do título mundial de 1951, da conduta palestrina, entre outros assuntos. Confira!

O que faz do Palmeiras um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Verdão deve ter orgulho de seu clube?

O volume de conquistas nas mais de 36 modalidades ao longo dos seus 95 anos é o que mais diferencia o Palmeiras das demais equipes brasileiras e mundiais. O Palmeiras é um sonho olímpico que ultrapassa gerações, além de estar entre as principais equipes do futebol mundial. Para se ter uma ideia, o Verdão foi aclamado no ano 2000 como o Clube Campeão do Século XX tanto no futebol quanto no futebol de salão, por haver conquistado os principais títulos oficiais que disputou. O Palmeiras é o único clube mundial que vestiu a camisa da seleção nacional do seu país no basquete, futsal, hóquei e futebol. O orgulho de ser palmeirense começa a partir do momento em que o clube supera duas Guerras Mundiais, crises internas e externas, pressões políticas e perseguições pela sua ascendência e raiz italiana na sua iluminada fundação, que levaram a instituição a mudar de nome de Palestra Itália para Palmeiras. Para o palmeirense, o seu clube está além da esfera esportiva. É um estado de espírito que está acima de ganhar ou de perder. É uma tradição que se renova de pai para filho. Ele vive o Palmeiras 24 horas por dia de modo visceral e apaixonado. Para o palmeirense não existe o meio termo. Ou estamos no céu. Ou estamos no inferno. Nunca inertes. Sempre inovando através do seu característico pioneirismo, seja nas arquibancadas ou nas ações promovidas pela instituição.

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Palmeiras.

Não dá para citar apenas um jogo marcante na vida do Palmeiras. Todo jogo do Palmeiras é inesquecível. Mas, para constar: Palmeiras 4 a 0 no Corinthians em 12/6/1993. Vitória épica que tive o imenso prazer de assistir ao lado do meu querido pai no estádio do Morumbi. Ao longo da história, gostaria de estar presente no estádio nos seguintes jogos: Palestra Itália 2 a 0 no Savoia em 1915, Palestra Itália 2 a 1 no Paulistano em 1920, Palestra Itália 8 a 0 no Corinthians em 1933, Palmeiras 3 a 1 São Paulo em 1942, Palmeiras 2 a 2 Juventus da Itália em 1951 e Palmeiras 3 a 0 Seleção do Uruguai em 1965.

Quais os maiores ídolos da história do clube?

Os meus ídolos palmeirenses que nunca tive o prazer de vê-los jogar, e daria tudo nesta vida para ter este privilégio, são: Heitor, Ministrinho, Lima, Junqueira, Waldemar Fiume, Oberdan Cattani, Dudu e Ademir da Guia. Já aqueles que acompanhei como torcedor no campo são: Velloso (meu primeiro grande ídolo), Careca Bianchesi, Cesar Sampaio, Evair, Edmundo, Zinho, Galeano, Edmundo, Arce, Marcos, Vagner, Valdivia  e Kleber.

No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

Sem dúvida que sim. A riqueza moral, social e esportiva da gente palestrina-palmeirense no período pesquisado [décadas de 10, 20 e 30] é algo que nos faz repensar a nossa conduta nos tempos atuais. A cordialidade. A harmonia.  A perseverança. O amor. A superação. O espírito combativo e empreendedor daquela gente é o maior patrimônio que nos foi legado. Resgatar estas premissas é missão de fé de todos aqueles que respeitam e amam o Palmeiras, para que os nossos filhos e netos possam sentir este mesmo orgulho que senti – e sinto – quando mergulho naquela época.

Qual o episódio mais curioso da história do Palmeiras?

São diversos. Mas o mais emblemático é a conquista palmeirense do Mundial Interclubes em 1951. Creio que ali é o ápice de um sonho alimentado durante anos e anos por aquele grupo de imigrantes italianos que fundaram o Palestra Itália nos idos tempos e tiveram a dignidade e o mérito de superar todos os obstáculos que lhes foram impostos e colocaram o nome do Palmeiras  em letras douradas no patamar mais alto da esfera esportiva.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

Acho vital. A literatura é uma ferramenta imprescindível para elevarmos a cultura do nosso povo. O futebol é uma linguagem universal que toca o coração dos brasileiros. Ter o privilégio de unir estes dois hemisférios é algo gratificante. Pois, além de um resgate histórico, estamos plantando uma semente que poderá germinar e mudar toda a humanidade. O homem sem a sabedoria contida nos livros estaria relegado a um destino errante.

setembro 30, 2009 at 8:00 pm 1 comentário

Inter: um clube ousado em sintonia com Porto Alegre

Seguindo nossa série de entrevistas com os autores dos livros do selo Paixão entre Linhas, hoje damos espaço ao Internacional.

O autor do livro sobre o Colorado, que conversa conosco, é Luis Augusto Fischer. Fischer, como diz seu perfil no site do Sarau Elétrico, “é professor de literatura brasileira na UFRGS, doutor em Nélson Rodrigues, escritor, cronista e jornalista nas horas vagas. Autor de vários livros de crônicas, ensaios e contos, com destaque para o já clássico Dicionário de Porto-Alegrês e a premiada novela Quatro Negros”.

Foi também roteirista dos filmes “Nada vai nos Separar” (2009) e “Gigante – Como o Inter Conquistou o Mundo” (2007). Ambos sobre a história de uma de suas maiores paixões: o Sport Club Internacional.

O que faz do Internacional um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Colorado deve ter orgulho de seu clube?

Te digo dois dos vários motivos: o Inter tem uma história na qual há vários momentos de ousadia, inovação, invenção, sempre no rumo correto – fomos o primeiro time sulino e ter jogadores negros; fomos o primeiro a assumir a profissionalização, numa época em que os clubes de elite queriam preservar o futebol apenas para os amadores; tivemos a primeira torcida organizada, no começo dos anos 40. O outro motivo é a história das conquistas, numa trajetória gradativa e ascensional: primeiro a hegemonia estadual, nos anos 40; depois a nacional, nos 70; e finalmente as conquistas maiores, da Libertadores e do Mundial, nos anos 2000. Tudo motivo de orgulho. E mais um, desculpa porque ia esquecendo: nunca saímos da primeira divisão.

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Inter.

A linda conquista do Mundial, em dezembro de 2006.

Quais os maiores ídolos da história do clube?

Tesourinha e Carlitos, nos anos 40; Larry e Bodinho nos anos 50; Bráulio nos 60; Falcão, Valdomiro e Figueroa, nos 70; Taffarel e Dunga nos 80; Fernandão recentemente.

No processo de elaboração dos livros, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

Sim: a descoberta do quanto a história do Inter tem sintonia (na verdade, sincronia) com a história da cidade e do estado. Os grandes ciclos colorados ocorrem simultaneamente aos grandes ciclos de Porto Alegre e do Rio Grande. Isso é uma prova, que eu não tinha nunca visto, da profundidade da relação do clube com a comunidade.

Qual o episódio mais curioso da história do Inter?

Dentre vários, escolho um Grenal que nem é tão famoso, já da era do profissionalismo, em que o Inter ganhou de 6 a zero do tradicional rival azul e houve ainda 5 gols nossos anulados — se reconhecidos, teria havido um estrondoso placar. O nosso presidente de então foi perguntar ao juiz por que tanta anulação, e este, suspeitamente, teria dito que já tinha havido gol demais no adversário.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

Tem tudo para ser cada vez mais bem sucedida; na medida em que o nível de escolaridade do país cresce, como tem ocorrido nas últimas décadas, é cada vez maior a demanda por textos que lidem com a vida real, com o cotidiano das pessoas, e o futebol é certamente uma das maiores diversões no Brasil.

setembro 28, 2009 at 6:14 pm Deixe um comentário

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