Posts tagged ‘literatura’

Grêmio: Não tá morto quem peleia

Toda raça do único clube chamado de “Imortal” não poderia faltar entre os livros do selo Paixão entre Linhas, da Editora Leitura.

Os irmãos Eduardo Bueno, o Peninha, e Fernando Bueno são os autores do livro-memória sobre o Tricolor Gaúcho e falam, na entrevista abaixo, sobre os maiores orgulhos do clube e de sua torcida.

Peninha é jornalista, escritor e historiador. Um dos principais entusiastas do futebol força gremista, Eduardo Bueno já escreveu livros sobre a história do próprio Grêmio, do descobrimento do Brasil e até do grupo Mamonas Assassinas. Estrelou em 2007 o quadro “É Muita História”, do Fantástico, da Rede Globo, no qual contou com bom humor episódios da história do país.

Fernando Bueno é fotógrafo desde 1972 e coleciona passagens por veículos como Zero Hora, Jornal do Brasil, O Estado de S.Paulo e O Globo. Em 1976 criou seu estúdio voltado para fotografia publicitária 1976. É hoje o fotógrafo brasileiro de mais sucesso no Getty Images, agência mundial de criação e difusão de conteúdo visual.

Além da entrevista, você pode conferir agora também as capas dos livros-memória do selo Paixão entre Linhas (logo mais todas as capas em nosso Flickr). Hoje, segue abaixo das respostas a capa aberta de “Campeão Acima de Tudo”, sobre o Grêmio – No Flickr você pode ampliá-la.

O que faz do Grêmio um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Tricolor deve ter orgulho de seu clube?

Porque o Grêmio é Imortal, campeão ACIMA de tudo, é Imortal não porque não perde, mas porque nunca desiste ou se entrega. E como se diz aqui na nossa terra: “Não tá morto quem peleia”. Acho que a pergunta deveria ser porque o Grêmio tem orgulho da sua torcida? Porque somos iguais ao clube, a mesma coisa, temos a mesma alma, não nos entregamos nunca, em qualquer campeonato, em qualquer divisão.

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Grêmio.

O Grêmio tem 106 anos, tem um jogo no mínimo por ano inesquecível para sua torcida. Mas 10×0 no campeão que se diz de tudo é maravilhoso, estão marcados na paleta, nunca vão esquecer nem em mil anos.

Quais os maiores ídolos da história do clube?

São tantos que vou dar só os com a letra A: Alberto ,Arlindo, Ari Hercílio, Aureo, Airton Ferreira da Silva, Alcindo, por aí vai, amanhã os com B.

No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

A certeza de “Quem nasce da rejeição nem em cem anos cura o complexo de inferioridade”.

Qual o episódio mais curioso da história do Grêmio?

Que mesmo jogando “futebol society”, com 7, somos Campeões Brasileiros da Segundona.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

Com certeza tem muito ainda a ser explorada.

Capa Aberto do livro de Eduardo e Fernando Bueno

Capa Aberto do livro de Eduardo e Fernando Bueno

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outubro 6, 2009 at 2:29 pm Deixe um comentário

Palmeiras: da conduta palestrina, o sonho olímpico que ultrapassa gerações

A série de entrevistas com os autores dos livros do selo Paixão entre Linhas mostra hoje o atual líder do Brasileirão: o Palmeiras.

Na coleção da Editora Leitura, quem escreve sobre o Verdão é Fernando Razzo Galuppo, um maiores dos historiadores do clube. Nascido em família palestrina, Galuppo tem o Palmeiras no DNA.

Nesta entrevista ele fala sobre as glórias do Palmeiras não só no futebol, mas como também em diversas outras modalidades, das dificuldades decorrentes da Segunda Guerra Mundial, quando o clube teve que mudar de nome, do título mundial de 1951, da conduta palestrina, entre outros assuntos. Confira!

O que faz do Palmeiras um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Verdão deve ter orgulho de seu clube?

O volume de conquistas nas mais de 36 modalidades ao longo dos seus 95 anos é o que mais diferencia o Palmeiras das demais equipes brasileiras e mundiais. O Palmeiras é um sonho olímpico que ultrapassa gerações, além de estar entre as principais equipes do futebol mundial. Para se ter uma ideia, o Verdão foi aclamado no ano 2000 como o Clube Campeão do Século XX tanto no futebol quanto no futebol de salão, por haver conquistado os principais títulos oficiais que disputou. O Palmeiras é o único clube mundial que vestiu a camisa da seleção nacional do seu país no basquete, futsal, hóquei e futebol. O orgulho de ser palmeirense começa a partir do momento em que o clube supera duas Guerras Mundiais, crises internas e externas, pressões políticas e perseguições pela sua ascendência e raiz italiana na sua iluminada fundação, que levaram a instituição a mudar de nome de Palestra Itália para Palmeiras. Para o palmeirense, o seu clube está além da esfera esportiva. É um estado de espírito que está acima de ganhar ou de perder. É uma tradição que se renova de pai para filho. Ele vive o Palmeiras 24 horas por dia de modo visceral e apaixonado. Para o palmeirense não existe o meio termo. Ou estamos no céu. Ou estamos no inferno. Nunca inertes. Sempre inovando através do seu característico pioneirismo, seja nas arquibancadas ou nas ações promovidas pela instituição.

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Palmeiras.

Não dá para citar apenas um jogo marcante na vida do Palmeiras. Todo jogo do Palmeiras é inesquecível. Mas, para constar: Palmeiras 4 a 0 no Corinthians em 12/6/1993. Vitória épica que tive o imenso prazer de assistir ao lado do meu querido pai no estádio do Morumbi. Ao longo da história, gostaria de estar presente no estádio nos seguintes jogos: Palestra Itália 2 a 0 no Savoia em 1915, Palestra Itália 2 a 1 no Paulistano em 1920, Palestra Itália 8 a 0 no Corinthians em 1933, Palmeiras 3 a 1 São Paulo em 1942, Palmeiras 2 a 2 Juventus da Itália em 1951 e Palmeiras 3 a 0 Seleção do Uruguai em 1965.

Quais os maiores ídolos da história do clube?

Os meus ídolos palmeirenses que nunca tive o prazer de vê-los jogar, e daria tudo nesta vida para ter este privilégio, são: Heitor, Ministrinho, Lima, Junqueira, Waldemar Fiume, Oberdan Cattani, Dudu e Ademir da Guia. Já aqueles que acompanhei como torcedor no campo são: Velloso (meu primeiro grande ídolo), Careca Bianchesi, Cesar Sampaio, Evair, Edmundo, Zinho, Galeano, Edmundo, Arce, Marcos, Vagner, Valdivia  e Kleber.

No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

Sem dúvida que sim. A riqueza moral, social e esportiva da gente palestrina-palmeirense no período pesquisado [décadas de 10, 20 e 30] é algo que nos faz repensar a nossa conduta nos tempos atuais. A cordialidade. A harmonia.  A perseverança. O amor. A superação. O espírito combativo e empreendedor daquela gente é o maior patrimônio que nos foi legado. Resgatar estas premissas é missão de fé de todos aqueles que respeitam e amam o Palmeiras, para que os nossos filhos e netos possam sentir este mesmo orgulho que senti – e sinto – quando mergulho naquela época.

Qual o episódio mais curioso da história do Palmeiras?

São diversos. Mas o mais emblemático é a conquista palmeirense do Mundial Interclubes em 1951. Creio que ali é o ápice de um sonho alimentado durante anos e anos por aquele grupo de imigrantes italianos que fundaram o Palestra Itália nos idos tempos e tiveram a dignidade e o mérito de superar todos os obstáculos que lhes foram impostos e colocaram o nome do Palmeiras  em letras douradas no patamar mais alto da esfera esportiva.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

Acho vital. A literatura é uma ferramenta imprescindível para elevarmos a cultura do nosso povo. O futebol é uma linguagem universal que toca o coração dos brasileiros. Ter o privilégio de unir estes dois hemisférios é algo gratificante. Pois, além de um resgate histórico, estamos plantando uma semente que poderá germinar e mudar toda a humanidade. O homem sem a sabedoria contida nos livros estaria relegado a um destino errante.

setembro 30, 2009 at 8:00 pm 1 comentário

Inter: um clube ousado em sintonia com Porto Alegre

Seguindo nossa série de entrevistas com os autores dos livros do selo Paixão entre Linhas, hoje damos espaço ao Internacional.

O autor do livro sobre o Colorado, que conversa conosco, é Luis Augusto Fischer. Fischer, como diz seu perfil no site do Sarau Elétrico, “é professor de literatura brasileira na UFRGS, doutor em Nélson Rodrigues, escritor, cronista e jornalista nas horas vagas. Autor de vários livros de crônicas, ensaios e contos, com destaque para o já clássico Dicionário de Porto-Alegrês e a premiada novela Quatro Negros”.

Foi também roteirista dos filmes “Nada vai nos Separar” (2009) e “Gigante – Como o Inter Conquistou o Mundo” (2007). Ambos sobre a história de uma de suas maiores paixões: o Sport Club Internacional.

O que faz do Internacional um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Colorado deve ter orgulho de seu clube?

Te digo dois dos vários motivos: o Inter tem uma história na qual há vários momentos de ousadia, inovação, invenção, sempre no rumo correto – fomos o primeiro time sulino e ter jogadores negros; fomos o primeiro a assumir a profissionalização, numa época em que os clubes de elite queriam preservar o futebol apenas para os amadores; tivemos a primeira torcida organizada, no começo dos anos 40. O outro motivo é a história das conquistas, numa trajetória gradativa e ascensional: primeiro a hegemonia estadual, nos anos 40; depois a nacional, nos 70; e finalmente as conquistas maiores, da Libertadores e do Mundial, nos anos 2000. Tudo motivo de orgulho. E mais um, desculpa porque ia esquecendo: nunca saímos da primeira divisão.

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Inter.

A linda conquista do Mundial, em dezembro de 2006.

Quais os maiores ídolos da história do clube?

Tesourinha e Carlitos, nos anos 40; Larry e Bodinho nos anos 50; Bráulio nos 60; Falcão, Valdomiro e Figueroa, nos 70; Taffarel e Dunga nos 80; Fernandão recentemente.

No processo de elaboração dos livros, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

Sim: a descoberta do quanto a história do Inter tem sintonia (na verdade, sincronia) com a história da cidade e do estado. Os grandes ciclos colorados ocorrem simultaneamente aos grandes ciclos de Porto Alegre e do Rio Grande. Isso é uma prova, que eu não tinha nunca visto, da profundidade da relação do clube com a comunidade.

Qual o episódio mais curioso da história do Inter?

Dentre vários, escolho um Grenal que nem é tão famoso, já da era do profissionalismo, em que o Inter ganhou de 6 a zero do tradicional rival azul e houve ainda 5 gols nossos anulados — se reconhecidos, teria havido um estrondoso placar. O nosso presidente de então foi perguntar ao juiz por que tanta anulação, e este, suspeitamente, teria dito que já tinha havido gol demais no adversário.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

Tem tudo para ser cada vez mais bem sucedida; na medida em que o nível de escolaridade do país cresce, como tem ocorrido nas últimas décadas, é cada vez maior a demanda por textos que lidem com a vida real, com o cotidiano das pessoas, e o futebol é certamente uma das maiores diversões no Brasil.

setembro 28, 2009 at 6:14 pm Deixe um comentário

Botafogo: Um time sob a aura da superstição

Tem início neste post uma série de entrevistas com os autores dos livros do selo Paixão entre linhas, uma iniciativa da Editora Leitura que une futebol e literatura.

Estarão representados nas entrevistas os 12 clubes contemplados pela coleção. E para começar, alguém já bem conhecido pelos loucos por futebol. Trata-se de Roberto Porto, autor do livro “O Glorioso”, sobre o Botafogo.

Roberto Porto já passou pelas redações de jornais como O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Jornal dos Sports e O Dia, revista Fatos & Fotos, pelas rádios Tupi, Nacional, Continental e Globo, além da TV Educativa. São mais de 40 anos dedicados ao futebol. Atualmente, integra a equipe do programa “Loucos por Futebol”, da ESPN Brasil.

É autor também de História Ilustrada do Futebol Brasileiro, Gírias e Verbetes do Futebol, Dicionário Popular de Futebol – ABC das Arquibancadas, Didi – Treino é treino, jogo é jogo e Botafogo, 101 anos de mitos, histórias e superstições.

Saiba mais sobre o autor clicando aqui e também conheça seu blog.

O que faz do Botafogo um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Glorioso deve ter orgulho de seu clube?

O Botafogo é diferente dos demais porque paira sobre ele, Botafogo, aura da superstição. Não apenas isso: mas há entre os jogadores do Botafogo, ao longo de mais de um século, exemplos de mortes acidentais, a começar em 1909, quando Euclides da Cunha errou o alvo e acertou o pescoço do lateral-esquerdo Dinorah, que mesmo com a bala encravada junto à coluna cervical, sagrou-se campeão de 1910. O orgulho do torcedor alvinegro vem do próprio fato de o Botafogo não se parecer com os outros. O jornalista Sandro Moreyra, certa vez, disse uma ótima frase: ‘O Botafogo não melhor nem pior do que os outros clubes. É apenas um clube diferente.

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Botafogo.

Para mim, a decisão do Campeonato Carioca de 1957, quando o alvinegro venceu o Fluminense por 6 a 2, com cinco gols de Paulo Valentim e um de Garrincha. É o placar recorde até hoje em decisões, para não citar o recorde absoluto no Brasil, quando o Glorioso derrotou o Mangueira por 24 a 0, na época do amadorismo.

Quais os maiores ídolos da história do clube?

Nílton Santos, Garrincha, Didi, Gérson, Amarildo, Jairzinho, Roberto Miranda, Paulo César Caju, Zagallo, entre tantos outros.

No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

Não exatamente. Apenas a releitura de uma crônica de Nélson Rodrigues que respondo logo no prefácio.

Qual o episódio mais curioso da história do Botafogo?

Sem sombra de dúvida, o fato de o clube ter três datas de fundação: Futebol (1904), Regatas (1881) e a fusão dos dois, em dezembro de 1942. E as três bandeiras tremulam juntas no mastro da sede de General Severiano.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

É uma forma de conquistar leitores que, apaixonados por futebol, acabam gostando também de outro tipo de literatura.

setembro 24, 2009 at 5:40 pm 1 comentário


Olá, você está no blog do Paixão entre linhas, um projeto da Editora Leitura que une literatura e futebol e vai surpreender os torcedores dos principais clubes do país.

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