Posts tagged ‘supestição’

Botafogo: Um time sob a aura da superstição

Tem início neste post uma série de entrevistas com os autores dos livros do selo Paixão entre linhas, uma iniciativa da Editora Leitura que une futebol e literatura.

Estarão representados nas entrevistas os 12 clubes contemplados pela coleção. E para começar, alguém já bem conhecido pelos loucos por futebol. Trata-se de Roberto Porto, autor do livro “O Glorioso”, sobre o Botafogo.

Roberto Porto já passou pelas redações de jornais como O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Jornal dos Sports e O Dia, revista Fatos & Fotos, pelas rádios Tupi, Nacional, Continental e Globo, além da TV Educativa. São mais de 40 anos dedicados ao futebol. Atualmente, integra a equipe do programa “Loucos por Futebol”, da ESPN Brasil.

É autor também de História Ilustrada do Futebol Brasileiro, Gírias e Verbetes do Futebol, Dicionário Popular de Futebol – ABC das Arquibancadas, Didi – Treino é treino, jogo é jogo e Botafogo, 101 anos de mitos, histórias e superstições.

Saiba mais sobre o autor clicando aqui e também conheça seu blog.

O que faz do Botafogo um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Glorioso deve ter orgulho de seu clube?

O Botafogo é diferente dos demais porque paira sobre ele, Botafogo, aura da superstição. Não apenas isso: mas há entre os jogadores do Botafogo, ao longo de mais de um século, exemplos de mortes acidentais, a começar em 1909, quando Euclides da Cunha errou o alvo e acertou o pescoço do lateral-esquerdo Dinorah, que mesmo com a bala encravada junto à coluna cervical, sagrou-se campeão de 1910. O orgulho do torcedor alvinegro vem do próprio fato de o Botafogo não se parecer com os outros. O jornalista Sandro Moreyra, certa vez, disse uma ótima frase: ‘O Botafogo não melhor nem pior do que os outros clubes. É apenas um clube diferente.

Cite um jogo inesquecível na trajetória do Botafogo.

Para mim, a decisão do Campeonato Carioca de 1957, quando o alvinegro venceu o Fluminense por 6 a 2, com cinco gols de Paulo Valentim e um de Garrincha. É o placar recorde até hoje em decisões, para não citar o recorde absoluto no Brasil, quando o Glorioso derrotou o Mangueira por 24 a 0, na época do amadorismo.

Quais os maiores ídolos da história do clube?

Nílton Santos, Garrincha, Didi, Gérson, Amarildo, Jairzinho, Roberto Miranda, Paulo César Caju, Zagallo, entre tantos outros.

No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?

Não exatamente. Apenas a releitura de uma crônica de Nélson Rodrigues que respondo logo no prefácio.

Qual o episódio mais curioso da história do Botafogo?

Sem sombra de dúvida, o fato de o clube ter três datas de fundação: Futebol (1904), Regatas (1881) e a fusão dos dois, em dezembro de 1942. E as três bandeiras tremulam juntas no mastro da sede de General Severiano.

Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?

É uma forma de conquistar leitores que, apaixonados por futebol, acabam gostando também de outro tipo de literatura.

setembro 24, 2009 at 5:40 pm 1 comentário


Olá, você está no blog do Paixão entre linhas, um projeto da Editora Leitura que une literatura e futebol e vai surpreender os torcedores dos principais clubes do país.

Posts

Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

julho 2017
S T Q Q S S D
« jun    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31